Uepa Abre Inscrições Para Mestrado Em Educação

09 May 2019 08:47
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<h1>Uepa Abre Inscri&ccedil;&otilde;es Pra Mestrado Em Educa&ccedil;&atilde;o</h1>

<p>Se pretendesse ser original, este texto deveria N&Atilde;O come&ccedil;ar deste jeito: h&aacute; um pouco mais de trinta anos, Ana Cristina C&eacute;sar morreu; jogou-se da janela do apartamento dos pais, aos trinta e um anos, no Rio de Janeiro (era 29 de outubro). Po&eacute;tica, editado com o esmero e a particularidade usuais da Companhia e lan&ccedil;ado na semana passada, tem a curadoria editorial e exibi&ccedil;&atilde;o do poeta e conhecido Armando Freitas Filho, posf&aacute;cio da professora Viviane Bosi e um robusto ap&ecirc;ndice. S&atilde;o livros fora de cat&aacute;logo h&aacute; d&eacute;cadas, como A teus p&eacute;s e In&eacute;ditos e dispersos, originalmente publicados na Brasiliense. Nada de que pade&ccedil;a a estreia organizado por Armando Freitas Filho.</p>

<p>Seja nos textos delimitados pelo ponto encerramento da poeta, seja nos inacabados (que Freitas Filho batizou de “visita &agrave; oficina”), Po&eacute;tica tem o m&eacute;rito de anexar num volume &uacute;nico, de maneira in&eacute;dita, a obra em poesia de Ana Cristina. Freitas Filho era o melhor companheiro de Ana Cristina: naquele 29 de outubro, ambos se falaram em torno de 12h30. Insuficiente depois das treze horas, a m&atilde;e dela telefonou desesperada, contando que a filha se jogara da janela.</p>

<p>Alguns dias mais tarde, levaria ao apartamento de Freitas Filho quatro caixas de papel&atilde;o repletos de escritos. Ana Cristina deixara pra ele a responsabilidade de tomar conta postumamente de tuas publica&ccedil;&otilde;es. Po&eacute;tica abre com Cenas de abril, de 1979. No livro de estreia, ela ensaia muito do que viria depois: pudor e provoca&ccedil;&atilde;o, &iacute;ntimo e universal, masculino e feminino. Estou deslumbrante que &eacute; um desperd&iacute;cio. Hoje beijo os pacientes na entrada e pela sa&iacute;da com desvelo t&eacute;cnico.</p>

<p>Freud e eu brigamos muito. O livro prossegue com Correspond&ecirc;ncia completa, do mesmo ano, assinado como Ana Cristina C (sendo assim mesmo). Um livreto bem humorado composto de uma s&oacute; carta, de J&uacute;lia pra uma pessoa n&atilde;o nomeado, tendo como “personagens confessos”, tirados da vida real, Mary e Gil. Luvas de pelica (1980) re&uacute;ne poemas escritos pela Inglaterra, pra onde ela foi fazer mestrado em tradu&ccedil;&atilde;o liter&aacute;ria na Institui&ccedil;&atilde;o de Essex.</p>

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<h2>A paix&atilde;o, Reinaldo, &eacute; uma fera que hiberna precariamente.</h2>
<p>Ficam evidentes marcas de teu modo: a emo&ccedil;&atilde;o de perda, melancolia e desnorteio. Eu s&oacute; enjoo no momento em que olho o mar, me disse a comiss&aacute;ria do sea-jet. Estou partindo com suspiro de al&iacute;vio. A paix&atilde;o, Reinaldo, &eacute; uma fera que hiberna precariamente. Esquece a paix&atilde;o, meu bem; nesses campos ingleses, por este lago com patos, atr&aacute;s das altas vidra&ccedil;as de onde leio os metaf&iacute;sicos, meu bem.</p>

<ul>

<li>Conhe&ccedil;a as etapas do processo seletivo</li>

<li>M&atilde;o dupla*</li>

<li>EDINGER, Edward F. Ego e Arqu&eacute;tipo, SP, Cultrix, 1989</li>

<li>11- Ensine seus filhos como serem ricos</li>

</ul>

<p>N&atilde;o necessite nada que perturbe este lago sem demora, bem. N&atilde;o pega mais o meu corpo; n&atilde;o pega mais o teu corpo humano. Vive Quase Em Um Mundo Irreal escrevo mais. Estou desenhando numa vila que n&atilde;o me pertence. N&atilde;o imagino na partida. Meus garranchos s&atilde;o hoje e se acabaram. Explico mais ainda: apresentar n&atilde;o me tira da pauta; irei ir a desenhar; pra sair da pauta. Como diz Freitas Filho, em A teus p&eacute;s (1982) Ana Cristina Cesar voltaria assumida &agrave; tua assinatura oficial, eliminaria a abreviatura, tiraria a m&aacute;scara dos &oacute;culos escuros e recuperaria a tua identidade como poeta sem disfarces.</p>

<h2>Di&aacute;logo de surdos, n&atilde;o: amistoso no frio.</h2>
<p>Aparecem sobretudo textos ultrassint&eacute;ticos, por&eacute;m desdobr&aacute;veis em v&aacute;rias leituras. “Ana C. concede ao leitor”, escreveu o colega Caio Fernando Abreu, “aquele saboroso prazer meio proibido de espiar a intimidade alheia pelo buraco da fechadura”. Di&aacute;logo de surdos, n&atilde;o: amistoso no frio. As mulheres e as gurias s&atilde;o as primeiras que desistem de afundar navios. Preciso retornar e observar aqueles dois quartos vazios.</p>

<p>Do espelho em frente. Como se v&ecirc;, Ana Cristina Cesar toca muito as mulheres. Busca Amplia Escala De Produ&ccedil;&atilde;o Biotecnol&oacute;gica Do Xilitol , fala abertamente de teu organismo e de sua sexualidade, ao mesmo tempo derramando-se em uma delicadeza que, &agrave; primeira vis&atilde;o, poderia conflitar com o feminismo vigente pela data. Passei Num Concurso Dos Sonhos Estudando Sozinho de um feminino ansioso, como define o poeta e professor Italo Moriconi, ao apresentar Po&eacute;tica.</p>

<p>No epis&oacute;dio de in&eacute;ditos, “Visita &agrave; oficina”, existe um objeto mais curto e com toda certeza de menor relev&acirc;ncia do que os j&aacute; publicados. S&atilde;o bem como poemas inacabados, um deles escrito ainda na adolesc&ecirc;ncia, aos dezesseis Ufam E Seduc Lan&ccedil;am Edital Com Vagas Pra Mestrado Em Letras . Por ele ganhou nota dez da professora e o elogio: “Lindo! Em outro exibe uma maturidade incomum pra idade: “Estar em fraude - n&atilde;o consigo mesmo, n&atilde;o consigo mesmo.</p>

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